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Uma laranja por dia pode te prevenir a ter DMI

19/02/2019


 

Você sabia que uma laranja por dia pode reduzir em até 60% o risco de vir a desenvolver a Degenerescência Macular da Idade (DMI)?

 

 

Aos que não sabem, a Degenerescência Macular da Idade é uma doença degenerativa da área central da retina (mácula) e conduz a uma diminuição acentuada e irreversível da visão central, com conservação da visão periférica.

 

A incidência de todas as formas de DMI global é de 8.9%. Estima-se que 30% desta população com mais de 70 anos terá lesões em 5 anos e a doença progride de forma rápida acima dos 80 anos. Pessoas com mais de 75 anos têm 14 vezes maior probabilidade de desenvolver a doença que as entre os 43 e 54 anos. O risco de desenvolver formas graves é 5 vezes maior se há já uma forma precoce em ambos os olhos.

 

 

Investigadores do Westmead Institute for Medical Research, na Austrália, entrevistaram mais de 2.000 adultos australianos com mais de 50 anos, que foram acompanhados ao longo de 15 anos.

E esse acompanhamento, que se tornou um dos maiores estudos epidemiológicos do mundo, mediu fatores de dieta e estilo de vida e revelou que quem comia pelo menos uma porção de laranjas por dia tinha uma redução em 60% do risco de vir a desenvolver a DMI.

 

 

De acordo com Bamini Gopinath, professor associado da Universidade de Sydney, os dados confirmam que os flavonoides nas laranjas parecem ajudar a prevenir a doença ocular.

 

“Essencialmente, descobrimos que as pessoas que comem pelo menos uma dose de laranja todos os dias têm um risco reduzido de desenvolver DMI, em comparação com as pessoas que nunca o fazem”, afirma.

“Até mesmo comer uma laranja uma vez por semana pode oferecer benefícios significativos.”

 

Até agora, a maioria dos estudos tinha-se concentrado nos efeitos para os olhos dos nutrientes mais comuns, como as vitaminas C, E e A.

 

“A nossa investigação é diferente porque nos concentramos na relação entre os flavonoides e a DMI. Isto porque os flavonoides são poderosos antioxidantes encontrados em quase todas as frutas e vegetais, e têm importantes benefícios anti-inflamatórios para o sistema imunológico”, acrescenta.

 

Atualmente não há cura para a doença, cuja incidência e a prevalência tem vindo a aumentar, sendo o envelhecimento geral da população, o aumento dos fatores de risco e a melhoria do diagnóstico os principais fatores que o justificam.